A Selic e o mercado imobiliário

A SELIC é uma taxa que influencia toda a economia brasileira. Os impactos da taxa básica de juros são observados na vida de todas as pessoas, seja qual for a realidade. E, claro, todos os setores têm seus negócios ligados à SELIC, de alguma maneira. Isso não seria diferente com o mercado imobiliário, um dos mais importantes em nossa sociedade e que envolve diversas áreas.

Mas então, como eles se relacionam?

Por exemplo, na hora de alugar ou comprar imóveis, seja para uso pessoal ou profissional, essa taxa certamente vai impactar em valores, assim como nos financiamentos. Além disso, no caso de investimentos ligados ao setor imobiliário, a SELIC também serve de parâmetro para a escolha das melhores modalidades, conforme cada perfil de investidor.

Para detalhar melhor o que é a SELIC e suas relações com o mercado imobiliário, confira as informações ao longo deste texto. Vamos lá!

O que é a SELIC

Como já mencionado acima, o Sistema Especial de Liquidação de Custódia (SELIC) é a taxa básica de juros do país, isto é, serve como a principal referência para a economia, as operações bancárias, os investimentos, entre muitas outras.

Na verdade, são justamente os bancos que têm a maior relação com ela, pois a movimentação entre eles é determinante para haver um equilíbrio de caixas. Em outras palavras, bancos tomam empréstimos diários uns com os outros e devolvem o valor com juros.

É a SELIC, ou seja, a menor taxa de juros no contexto econômico, que dita o cálculo da cobrança dessas operações entre instituições bancárias. Mas, claro, as taxas dos próprios bancos são maiores que a referência, pois eles servem como intermediários.

A SELIC e a inflação

É impossível falar sobre a SELIC sem mencionar a inflação, pois a taxa está envolvida com o controle dos preços. Quando a taxa básica sofre aumento, o estímulo ao consumo fica reduzido. A consequência é a tendência de queda nos preços e consequente controle da inflação. Além disso, com SELIC elevada, há mais estímulo para investir do que gastar.

Outro ponto fundamental é que o Banco Central (BC), ou melhor, o Comitê de Política Monetária (Copom), é responsável por definir a meta da taxa básica de juros, em um processo feito a cada 45 dias.

O BC define a taxa com base no contexto econômico nacional e mundial, bem como questões políticas e de saúde pública, como está acontecendo em tempos de pandemia de coronavírus. Por exemplo, atualmente, a SELIC está em 2,25% ao ano, mas há previsão de redução do seu percentual em breve.

Qual é a importância do mercado imobiliário

Agora que a parte da SELIC está mais clara, é hora de falar sobre o mercado imobiliário, um dos setores mais importantes para movimentação da economia.

Além de ter ligação íntima com a construção civil, é nessa área que envolvem as negociações de empreendimentos, projetos, edifícios residenciais e comerciais, casas, galpões, plantações, lotes e muito mais.

Tudo que foi mencionado acaba sendo envolvido com a comercialização, certo? Seja para finalidades de aluguel, compra e venda ou mesmo investimentos, inclusive de projetos corporativos, como salas comerciais.

Movimentação da economia

É por isso que o mercado imobiliário tem um papel muito significativo na economia, uma vez que está diretamente ligado à vida das pessoas e das empresas. De fato, esse é um setor que enfrenta ciclos e períodos de baixa, como nos últimos três anos.

Mas, antes da pandemia de covid-19, a expectativa era de retomada do mercado imobiliário, uma vez que, ainda no fim do ano passado, foi possível observar reaquecimento.

As previsões para este ano eram positivas, mas acabaram se reformulando por conta do cenário do coronavírus. Por outro lado, isso não significa que sejam necessariamente ruins. Em momentos de crise, as oportunidades continuam surgindo. É justamente sobre isso que você lerá mais adiante!

Como a SELIC tem relação com imóveis

Chegou a hora de juntar SELIC e mercado imobiliário e explicar para você a influência da taxa básica de juros nesse setor. Como você está lendo este texto, é provável que tenha interesse em comprar ou mesmo investir em um imóvel, certo?

Nesse contexto, é preciso levar em conta como a SELIC vai impactar diretamente nas opções de financiamento.

Em caso de taxa básica de juros elevada, como estávamos vivenciamos há alguns anos, o financiamento para a compra de imóveis também sofre aumento. Por outro lado, compras à vista costumam ser estimuladas, mas por preços menores, desses para “fechar negócio”.

Porém, o raciocínio não se aplica a projetos de alto padrão, com custo elevado. Nesse caso, a SELIC em baixa pode indicar oportunidade, um tema que será abordado no tópico a seguir.

Além disso, para quem deseja diversificar investimentos, por exemplo, é hora de lembrar que aplicar na poupança significa, na prática, perder dinheiro. Já nos investimentos alternativos, como os fundos imobiliários, as possibilidades no atual cenário podem ser bem interessantes.

Veja também: Como a SELIC influencia seus investimentos

Movimentações da SELIC e reflexo positivo no setor

Em meio à pandemia do novo coronavírus, o país foi acompanhando sucessivas reduções na SELIC, até os 3% ao ano, como já mencionamos, e uma previsão de queda ainda maior. Quais são os pontos positivos para isso com relação ao mercado imobiliário?

Financiamento de imóveis de alto padrão

Vale lembrar que uma das medidas anunciadas pelo governo durante a pandemia de covid-19 foi a liberação de R$ 43 bilhões em linhas de crédito, pela Caixa Econômica Federal.

Com a SELIC em baixa, a tendência é realmente de acesso facilitado ao crédito imobiliário. Com isso, a taxa básica reduzida, pode favorecer o financiamento justamente dos imóveis de alto padrão, algo pouco viável com a SELIC elevada.

Oportunidade de manutenção de empregos

Mais uma consequência do crédito facilitado, por conta da SELIC em queda, é a possibilidade de carência de seis meses em casos de financiamento de novos imóveis. O próprio presidente da Caixa, Pedro Guimarães, considera que esse prazo pode favorecer a manutenção de empregos na construção civil.

Compra do imóvel próprio

Quem tem a intenção de sair do aluguel sempre fica em dúvida se deve comprar. Mas, em cenário de juros baixo, a compra volta a ser considerada. Por exemplo, em caso de moradia, a recomendação de especialistas é a compra financiada, de forma a manter o próprio dinheiro rendendo e ainda contar com a chance de haver mais redução de juros daqui um tempo.

Nesse ponto, vale lembrar que é interessante diversificar a carteira de investimentos, para conseguir resultados mais satisfatórios.

Possibilidade de investir sem comprar

Quem está considerando comprar um imóvel para investir, a opção anterior, sobre diversificar investimentos pode ser até mais interessante que a compra. Por exemplo, é possível aplicar dinheiro no mercado imobiliário, por meio dos fundos.

Em vez de desembolsar todo o capital para a compra do imóvel ou financiar um projeto onde você não tem interesse em morar, os fundos imobiliários, bem como opções de financiamento coletivo, podem ser diferenciais nesse momento, principalmente se considerarmos rendimentos muito superiores ao da poupança.

Mas, claro, tudo depende do seu perfil de investidor.

Conclusão

Ficou mais que clara a forte ligação entre a SELIC e o mercado imobiliário, não é mesmo? Todas as movimentações da taxa básica de juros têm impacto nas oportunidades de compra, venda, financiamento e investimento.

Portanto, é preciso acompanhar sempre as novidades da economia do país, as possibilidades do cenário mundial, especialmente em períodos de crise sanitária, como a que estamos todos vivenciando.

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