Qual é a relação risco X retorno no seu investimento?

Vamos começar te contando a verdade, logo de cara: não existe investimento totalmente sem risco. Mas a relação entre risco e retorno varia conforme cada modalidade, e é justamente isso que precisa ser analisado na hora de definir como serão suas aplicações financeiras.

Por exemplo, geralmente, as opções de investimento na renda fixa são de baixo risco, enquanto as de renda variável são indicadas para investidores arrojados, que compreendem as oscilações do mercado e da economia.

Ou seja, quem coloca a segurança em primeiro lugar tende a receber menores ganhos nos investimentos, se comparamos com quem arrisca mais.

Mas não precisamos ser 8 ou 80 nesse cenário, pois o investidor deve saber equilibrar essa relação, por meio da diversificação da carteira de investimentos. E, claro, é por isso que conhecer a fundo as aplicações é a melhor forma para compreender se o retorno está de acordo com o risco relacionado.

Então, com esse texto, temos o objetivo de esclarecer alguns pontos importantes e, assim, te ajudar a montar a sua carteira e evitar frustrações.

O que é a relação risco X retorno?

Não somente no mundo dos investimentos, mas na vida como um todo, grande parte de nossas decisões têm risco atrelado, não é mesmo? Mudar de emprego, viajar de avião, comprar um carro etc. E você sabia que quem mora no Brasil tem 12 vezes mais chances de morrer no trânsito que em outros países, segundo um levantamento da Universidade de São Paulo (USP)?

É claro que não ficamos calculando essas probabilidades todos os dias. Mas, no caso dos investimentos, devemos enxergar muito além das promessas de retorno. De fato, para ganhar mais, é preciso arriscar mais, porém, é fundamental estudar e compreender o tipo de aplicação que você deseja fazer.

E, geralmente, o potencial de retorno tem relação direta com riscos maiores e possibilidade de inadimplência.

Quanto maior o risco, maior a chance de retorno

Os investimentos de renda variável são os que apresentam elevadas chances de retorno e, consequentemente, grandes riscos. São modalidades que não têm uma previsibilidade como a renda fixa.

Os investidores tornam-se donos, sócios, cotistas ou participantes de empresas e, assim, o lucro que as organizações fazem determinam os ganhos de quem investiu. Mas tudo isso depende de inúmeras variáveis não somente da economia, mas do contexto em geral.

Exemplo disso foi o avanço do coronavírus em fevereiro, que representou grande queda no mercado de ações em todo o mundo, inclusive no Brasil. A confirmação de um caso no país, no dia 26, fez com que o Ibovespa despencasse 7%.

Então, as ações são justamente um dos exemplos que representam altas chances de rentabilidade, mas também de risco, devido a essa alta volatilidade.

Quanto maior a segurança, menor o retorno

Por outro lado, as operações mais seguras são as que apresentam retornos menores, como a poupança, cujos riscos são mínimos. Entretanto, ela atualmente mal representa ganhos reais para os investidores (já falamos mais detalhadamente sobre a relação entre inflação, Selic e rendimentos neste post).

O Tesouro Direto também é outra opção entre as modalidades de renda fixa com maior segurança para o investidor, sendo um título público com retornos maiores que a caderneta.

Por que isso acontece? Um dos principais motivos que fazem com que esses ativos sejam mais seguros, assim como os CDBs, as LCIs e LCAs, são as garantias envolvidas, isto é, todos são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Em outras palavras, cada investimento tem cobertura de R$ 250 mil, o que dá segurança para o investidor continuar aplicando nessas opções de renda fixa – lembrando que não são todas as modalidades garantidas pelo FGC.

Já no caso das aplicações em renda variável, as formas de se resguardar são outras, mas existem, como as indenizações previstas no mercado de ações. Além disso, o investidor que entende da realidade econômica, reconhece sua volatilidade e sabe que dias de baixa não significam, necessariamente, perdas irreversíveis. Portanto, é preciso saber as regras do jogo.

Como decidir o melhor investimento?

Para você escolher os melhores investimentos para você, é essencial entender sobre, em primeiro lugar, sobre o seu perfil de investidor. Isso vai além de você entender “como jogar” e, sim, saber quais são os riscos que você está disposto a correr para, assim, ganhar.

Perfil de investidor

Antes de você fazer uma aplicação, toda e qualquer instituição financeira deve aplicar um questionário – “suitability” ou Avaliação de Perfil do investidor (API) – para saber qual é o seu perfil de investidor. Por exemplo, você pode ser conservador, moderado ou arrojado (agressivo).

E, assim, para deitar a cabeça no travesseiro com tranquilidade, você precisa ter clareza do tipo de aposta financeira que gostaria de fazer. Isto é, se hoje determinadas ações desvalorizaram e, com isso, você sabe que perdeu dinheiro, mas continua confiante de que foi a melhor decisão a ser tomada, no seu perfil de investidor, então, ótimo!

Por outro lado, se você suou frio só de ler a expressão “perdeu dinheiro”, é claro que apostar na bolsa não é a melhor opção para o seu perfil conservador. E, assim, basta investir em modalidades que ofereçam a segurança necessária para você, apesar de isso significar rendimentos menores.

Afinal, de nada adianta uma pessoa tentar ganhar muito, se não consegue perder muito. Para ter retorno, você deve estar disposto a correr riscos, simples assim.

Como reduzir o risco?

A boa notícia nesse cenário todo de risco X retorno é que existe, sim, formas de encontrar um ponto de equilíbrio. A resposta para isso é a diversificação da carteira de investimentos.

Economistas em todo o mundo falam com tranquilidade sobre isso, pois, seja qual for o seu perfil de investidor, é possível diversificar. Isso significa aplicar o seu dinheiro em modalidades diferentes, ou seja, não precisa – nem deve – ser tudo em um só lugar.

Diversifique a carteira

Você sabe reconhecer objetivos diferentes para investir? Imagino que sim, pois fazer uma pós-graduação no exterior, viajar, comprar uma casa, ou garantir a aposentadoria são opções muito diferentes, concorda?

E, para cada uma, existem aplicações que vão fazer mais sentido, em termos de tempo, risco e retorno. Então, com base no seu perfil de investidor, você poderá definir a porcentagem a ser direcionada a cada uma.

Com isso, é possível se beneficiar das propostas das modalidades, sem que o investidor fique exposto somente a riscos. A diversificação é uma forma de reduzir a oscilação – ou ao menos lidar com ela –, pois o mercado sofre variações muito características dele.

Por outro lado, se uma pessoa opta por fazer uma aposta única, acaba ficando limitada a ela e, consequentemente, arcando não apenas com o bônus, mas os possíveis ônus dela.

Além disso, quando diversificamos a carteira, podemos trabalhar com diferentes formas de liquidez. Ou seja, no caso de uma reserva de emergência, a liquidez precisa ser imediata, não é mesmo? E o oposto vale para o complemento de uma aposentadoria, por exemplo, que pode ficar quieto, rendendo, ao longo de vários anos.

Saiba como diversificar e reduzir o risco

Para você que está interessado em formas de reduzir o risco de seus investimentos, vale muito a pena conhecer e se informar sobre novas modalidades para diversificar a carteira. Há opções que oferecem ótimos retornos e um risco moderado, devido a garantias, como o equity crowdfunding.

Essa alternativa de investimento coletivo é regulamentada no Brasil desde 2017 e praticada há muitos anos, com segurança e rentabilidade, no exterior. Clique aqui para saber mais.

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