Renda fixa e renda variável: entenda as principais diferenças

Você sabe que, na hora de investir, deve escolher entre as diversas possibilidades nas modalidades de renda fixa e renda variável – ou, quem sabe, ambas. Ainda que muitas pessoas não conheçam as particularidades de cada uma, é comum associarmos a primeira a aplicações como a poupança e o tesouro direto, enquanto o mercado de ações é o maior símbolo da segunda, certo?

Mas é bom ir logo esclarecendo que existem outras formas de valorização do seu dinheiro dentro dessas opções. Para isso, você precisa analisar suas possibilidades de rendimentos, bem como as chances de ganhos e perdas atreladas a cada uma.

Além disso, é preciso ter muita clareza dos seus objetivos, metas, assim como o seu perfil de investidor, isto é, se você aceita correr mais riscos ou prefere se resguardar.

Todos esses pontos sobre renda fixa e renda variável serão explicados ao longo deste texto, então, confira cada tópico a seguir e comece – ou diversifique – os seus investimentos! Vamos lá!

O que é renda fixa?

As aplicações de renda fixa são aquelas em que a taxa de rendimento do seu investimento é definida e, portanto, você consegue ter uma previsão de quanto será seu ganho, considerando o tempo estabelecido para a operação.

Em outras palavras, quando você compra do título de um banco, corretora ou outra instituição financeira, fica pré-determinado o prazo e o indexador de rentabilidade. Isso é o que torna a renda fixa segura e, por isso, é a escolha da maioria dos brasileiros – 65% escolhem investir na poupança, por exemplo. Além da caderneta, outras modalidades são:

  • Tesouro Direto;
  • Certificado de Depósito Bancário (CDB);
  • Letra de Crédito Imobiliário (LCI);
  • Letra de Crédito do Agronegócio (LCA);
  • Certificado de Recebíveis Imobiliário (CRI);
  • Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA);
  • Debêntures.

Ainda existem algumas diferenciações na renda fixa, uma vez que pode ser classificada como pré ou pós-fixada.

Prefixada

A renda prefixada é aquela em que a rentabilidade tem uma porcentagem fixa ao longo do tempo da aplicação. Pode ser interessante, por exemplo, em situações em que as taxas de juros devem cair.

Pós-fixada

Nesse caso, o indexador de rendimento – como a Selic, o CDI – é determinado no investimento e ele terá influência na rentabilidade. Então, como existem variações nos indexadores, podemos observar os ganhos no fim do tempo de aplicação.

O que é renda variável?

A renda variável é caracterizada justamente por não ter a previsibilidade da fixa e, por isso, é considerada a alto risco. Por outro lado, são modalidades de investimentos que podem gerar ganhos mais significativos para o investidor, mas, também, há maiores riscos.

Quem escolhe a renda variável torna-se sócio, cotista ou participante de determinado negócio ou projeto e, assim, os retornos ficam atrelados ao lucro do empreendimento em questão.

É por isso que é comum escolher esse tipo de aplicação, pensando no longo prazo e, claro, no desenvolvimento da empresa na qual você decidiu apostar.

Além das ações de empresas, outro produtos são:

  • Fundos imobiliários;
  • Fundos multimercados;
  • Câmbio/Moeda;
  • Exchange Traded Fund (ETF, “fundos negociados em bolsa”);
  • Investimento coletivo em empresas (equity crowdfunding em startups – opção interessante para começar a investir com pouco e ter chances de maiores ganhos).

Devo investir em renda fixa ou variável?

Agora que você entendeu os benefícios de cada uma, resta a dúvida… Em qual você deve investir? Considere a sua realidade e coloque na balança os benefícios e possíveis riscos tanto da renda fixa quanto da variável.

É fundamental esclarecer que não existe risco zero. Todas as modalidades de investimento têm características interessantes para o investidor, mas existe sempre uma contrapartida. E é exatamente isso que você precisa ter em mente, antes de seguir em frente com a sua escolha.

Perfil de investidor

Na verdade, aqui estamos falando de perfil de investidor, ou seja, as características que uma pessoa reúne e que fazem dela um investidor conservador, moderado ou arrojado (ou agressivo). Tudo é uma questão de objetivo de vida, hábitos e desejos.

Por exemplo, os brasileiros tendem a ser conservadores nos investimentos, pois têm receio de arriscar e sofrer perdas, isto é, encaixam-se na categoria do “só não quero perder”, ainda que seus rendimentos sejam muito inferiores do que o desejado ou esperado.

Nesse contexto, é importante lembrar da poupança que, com a Selic em baixa, não gera retorno real para o investidor, uma vez que ele acaba perdendo poder de compra, se comparar o investimento inicial com o rendimento final.

Esse acaba sendo um dos motivos que estimula o indivíduo a buscar novas oportunidades, podendo até mesmo migrar para o perfil moderado.

Segurança X rentabilidade

A relação entre segurança e rentabilidade é o que ajuda a explicar o perfil e as decisões do investidor, pois cada pessoa define suas prioridades. Isto é, quem preza principalmente pela segurança, ou seja, ganhos nem que sejam mínimos, deve investir em renda fixa.

Um dos motivos que fazem com que esse tipo de investimento seja mais seguro é o fato de contar com mais garantias. Muitas das aplicações, como o Tesouro Direto, os CDBs e as LCIs e LCAs são garantidas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Por outro lado, quem já começou a entender melhor sobre a dinâmica do mercado e está disposto a correr mais riscos, com o objetivo de ver o dinheiro rendendo mais – muito mais, em determinados casos –, tem mais segurança para seguir em frente com a renda variável.

Mas há garantias na renda variável?

Sim! É preciso esclarecer que não somente a renda fixa tem garantias. No mercado de ações, por exemplo, investidores podem ser indenizados conforme normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por exemplo.

Já o investimento coletivo, regulamentado no Brasil pela CVM, conta com uma avaliação cuidadosa das empresas para que as captações sejam direcionadas somente àquelas com grandes possibilidades de desenvolvimento, ou seja, lucro para os investidores.

Por que você deve diversificar a carteira?

Tudo que você leu até agora deve ter servido para te dar mais segurança sobre as modalidades de investimento, certo? E você deve ter percebido os pontos positivos e negativos da renda fixa e da renda variável, ou seja, não existe certo ou errado.

A boa notícia, então, é que você pode optar por ambas, levando sempre em conta o seu perfil de investidor, claro. Isso é o que chamamos de diversificar a carteira de investimentos, uma ação fundamental para a sua saúde financeira.

A história de não deixar todos os ovos na mesma cesta é verdadeira, portanto, é importante que você encontre formas diferenciadas para cuidar e valorizar o seu dinheiro. E, assim, você pode contar com modalidades tanto de renda fixa quanto variável.

Percentual na carteira

Como as aplicações são diferentes, você pode tirar proveito de cada ativo e, assim, equilibrar riscos e rentabilidade. E isso pode ser feito até mesmo por investidores conservadores, separando, por exemplo, até 5% das aplicações para renda variável.

Essa porcentagem pode ir crescendo nos perfis que desejam ousar mais, mas devemos deixar bem claro que é fundamental manter a renda fixa. Um investidor arrojado pode seguir uma relação de 60%-40%, sendo a menor parcela aplicada na renda variável.

Ou seja, precisam existir limites na ousadia para investir, concorda?

Veja também: Entenda a importância de diversificar!

Diversifique com o investimento coletivo

Pronto! Agora você já tem uma boa noção sobre essa história de renda fixa e variável. Basta continuar pesquisando, estudando sobre o tema e, assim, vai encontrar as melhores formas de investimento para você!

E temos uma dica!

Uma modalidade que pode ser comparada a uma renda fixa é o investimento na Vangardi, cuja rentabilidade e prazo são pré-definidos. Ou seja, essa é uma opção interessante para você adicionar à carteira e ter rendimentos de até 15% ao ano. Clique aqui para saber mais.

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