Peer-to-peer: entenda o que é o P2P lending

Quem é empresário sabe ou imagina como é recorrer aos tradicionais empréstimos bancários para desenvolver o próprio negócio. O montante, que acaba sendo acrescido de muitas taxas de juros, no fim das contas, acaba nem sempre representando ganhos reais, não é mesmo?

Mas novas opções estão favorecendo as empresas que querem crescer, como a modalidade de investimento peer-to-peer, ou P2P lending.

Ainda não muito falada, mas ganhando seu espaço no Brasil, o P2P é uma realidade para diversas empresas, startups e fintechs mundo afora. Com o peer-to-peer, pessoas físicas emprestam dinheiro para diversos tipos de negócios – ou mesmo pessoas –, recebendo retorno por meio dos juros cobrados aos tomadores que, por sua vez, são mais baixos.

Isso significa que ambos os lados têm a ganhar com esse modelo de investimento. Afinal, investidores conseguem ganhos mais satisfatórios, enquanto empresas não precisam arcar com tantas taxas e burocracias de empréstimo.

Mas vale ressaltar que essa é uma aplicação de risco, portanto, é preciso entender bem para seguir em frente com ela. Para te ajudar com isso, preparamos esse texto com vários pontos que merecem ser detalhados sobre o P2P lending.

Continue a leitura!

O que é o investimento peer-to-peer?

Como começamos a te explicar, o peer-to-peer é uma forma de investimento em que pessoas físicas podem emprestar para negócios que estão buscando se desenvolver. Para fazer isso, o investidor acessa plataformas onlines que fazem esse tipo de operação. No Brasil, algumas das mais conhecidas são:

  • Nexoos;
  • Biva;
  • IOUU;
  • Kavod;
  • Yubb.

E, assim, o usuário avalia as condições para o investimento, as taxas a serem negociadas, entre outros pontos.

Vale lembrar que, diferentemente de outras modalidades de renda variável, o investidor não se torna um cotista, sócio ou participante do negócio em questão. Isto é, ele apenas empresta recursos para a empresa e recebe o dinheiro de volta, acrescido dos juros.

O interessado em investir dessa forma deve, portanto, criar conta nessas plataformas e analisar os perfis dos tomadores, a natureza dos negócios, bem como o tipo de risco, taxas, entre outros pontos relevantes.

Quais são as vantagens do P2P?

A facilidade encontrada na hora de investir e, claro, as possibilidades de maiores rendimentos são fatores que têm atraído as pessoas para modalidades como o peer-to-peer. Vamos detalhar melhor os pontos positivos a seguir!

Maior rentabilidade no cenário atual

Em um cenário de queda nas taxas de juros como vive o Brasil em 2020, as pessoas estão buscando alternativas para a valorização do próprio dinheiro, concorda? A poupança, que é a principal forma de investimento entre os brasileiros, praticamente não apresenta retornos reais. Ou seja, é preciso enxergar novas possibilidades.

Por isso, opções como o P2P têm se tornado interessantes para ambos os lados. Essa é uma alternativa de aplicação “de par para par”, isto é, quem investe é conectado diretamente ao tomador.

Isso permite, por exemplo, ajuste no spread – a diferença entre a taxa cobrada e a oferecida ao investidor –, o que já difere bem a modalidade para as oferecidas por um banco. E há casos em que os retornos chegam a 20% ao ano.

Facilidade para tomar empréstimo

Pequenos e médios empresários enfrentam dificuldades para tomar empréstimos bancários, devido às altas taxas. Com isso, muitos negócios estão buscando outros meios para capitalizar e, assim, crescer e ampliar.

Por isso, o peer-to-peer tem sido buscado por esses negócios, considerando as taxas mais em conta para a tomada de crédito.

Investimento na economia real

O P2P lending como investimento na economia real é um dos pontos que mais atraem os investidores. Muitas vezes, quando vamos aplicar nosso dinheiro em modalidades tradicionais, mal sabemos quem será beneficiado, não é mesmo?

Por outro lado, seria consideravelmente mais interessante apostar em projetos que conhecemos e acreditamos de verdade, não acha?

Essa é uma das vantagens do peer-to-peer, uma vez que o investidor tem a possibilidade de conhecer exatamente o negócio para o qual irá emprestar determinado montante. Isto é, a pessoa tem chance de escolher setores com os quais se identifica mais, assim como projetos que possam promover o desenvolvimento do país e da sociedade como um todo.

Negócios que podem gerar emprego e infraestrutura, por exemplo, são opções capazes de motivar fortemente o investidor, pois o retorno não será apenas dele, mas, também, da comunidade como um todo.

Tendência de investimento mundial

Optar pelo P2P também significa ir no caminho de uma tendência mundial de investimentos. O peer-to-peer começou com a plataforma Zopa, em 2005, no Reino Unido, e foi sendo desenvolvido e aprimorado em outros países da Europa e, claro Estado Unidos, onde ganhou muita força.

E, no Brasil, há registros de operações nessa modalidade desde 2011, tendo movimentado já alguns milhões entre investidores ao longo dos anos.

Quais são os riscos do peer-to-peer?

Toda modalidade de investimento tem riscos, não é mesmo? Mas existem algumas formas de garantias para os investidores. Por exemplo, muitas das opções da renda fixa contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Por outro lado, no caso do peer-to-peer, as garantias estão relacionadas às análises que as plataformas online fazem das empresas que estão se candidatando para um empréstimo coletivo.

Isto é, para buscar reduzir os riscos para o investidor – como o “default”, ou o não pagamento da dívida – , é feita uma avaliação muito minuciosa dos projetos, levantamento do histórico da empresa, dos sócios, entre outros pontos que favorecem a credibilidade do empreendimento.

Além disso, algumas plataformas no Brasil exigem determinadas garantias para as empresas, por isso, é importante pesquisar onde e como investir.

Regulamentação das fintechs

Outro ponto importante sobre controle dos riscos é o fato de o P2P operar sob a licença de Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP), criada pelo Banco Central (BC), em 2018. Dessa forma, o BC regulamentou as fintechs de crédito, ou seja, as intermediárias das operações peer-to-peer.

Para quem o peer-to-peer é indicado?

O peer-to-peer é uma modalidade dedicada a pessoas que têm alguma noção do mercado de investimento. Por ser uma operação de risco, é preciso entender o perfil da empresa que será a tomadora do empréstimo, além de ter segurança com relação à aplicação.

Para isso, é fundamental ter esclarecimento sobre o perfil do investidor, ou seja, se a pessoa se encaixa nas classificações como “conservador, moderado ou arrojado”.

Indivíduos que ficam muito inseguros com relação às possibilidades de perdas não têm o perfil para ousar além das opções de renda fixa, por exemplo. Por outro lado, quem tem informações suficientes sobre investimentos e quer diversificar a carteira, o P2P é uma alternativa a ser fortemente considerada.

Forma de diversificar a carteira

Mencionamos acima a diversificação da carteira por esse ser um ponto fundamental dos investimentos. O peer-to-peer entra justamente nesse cenário, pois pode ajudar a ampliar as possibilidades de ganhos.

Isso porque o P2P não deve ser a única aposta do investidor, mas uma delas. Isto é, o peer-to-peer não substitui os investimentos que você já possa vir a ter, mas, sim, será uma alternativa para ampliá-los. Isso favorece não somente suas chances de ganhos, mas, também, de diluição dos riscos.

Portanto, essa modalidade pode ser muito interessante para quem pensa no longo prazo e, assim, reconhece que pode ter boas chances de ganhos futuros.

Comece agora a diversificar seus investimentos

Como vimos ao longo desse texto, o P2P pode ser, sim, uma alternativa interessante para quem está em busca de ganhos mais satisfatórios, mas é preciso relembrar que há riscos atrelados.

Por isso, é importante que o peer-to-peer seja considerado como um adicional à carteira de investimentos, em conjunto com outras aplicações como o investimento coletivo. Saiba mais sobre essa modalidade aqui.

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