Investimentos alternativos: por que você deve sair do tradicional para ganhar mais em 2020

É decepcionante apostar na poupança e em outras opções tradicionais e não ver grandes resultados, não é mesmo? Sei que arriscar dá medo, mas já passou da hora de entender e encontrar investimentos alternativos que vão te ajudar a ganhar mais em 2020.

Tudo isso trata-se, no fim das contas, de uma mudança de mentalidade. É natural nós, brasileiros, investirmos pensando sempre em “risco zero”. Assim, acabamos focando nossas reservas no tipo de investimento que menos tratá dor de cabeça.

Porém, com a atual economia do país de juros baixos, a cabeça passa a doer ao percebermos que, na prática, mesmo com toda a segurança oferecida por modalidades como a poupança, estamos, sim, perdendo dinheiro.

Então, chegou a hora de ficar por dentro do que está acontecendo no cenário atual, além de entender o contexto da bolsa e de outras modalidade. E, assim, ter mais segurança para apostar em alternativas para fazer seu dinheiro render mais. Vamos lá!

Como está o rendimento da poupança?

A resposta mais sincera para essa pergunta deveria ser “não está”. Ou seja, a poupança não rende mais como antes – sendo que já rendia pouco, comparado com outros investimentos alternativos.

Números sobre o contexto atual

No fim do ano passado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou a redução da Selic, a 4,5% ao ano. Para 2020, a taxa básica de juros da economia brasileira deve seguir no menor patamar histórico.

Com a influência direta da Selic no investimento na poupança, o rendimento de cerca de 3,5% passa para 3,15% ao ano.

Assim, mesmo o mercado prevendo melhorias na economia (estimativa do fechamento da inflação em 4,04% em 2019), o cenário segue incerto. Certamente, isso irá afetar seus ganhos, uma vez que seu poder de compra é consideravelmente impactado.

Outros 2 motivos para sair da poupança

Se, mesmo com os argumentos anteriores sobre o baixo rendimento você não está convencido de que a poupança está te fazendo perder dinheiro, veja só outros dois pontos a seguir.

1. Tendência

As pessoas estão apostando suas fichas em outras modalidades de investimento, inclusive na bolsa – falaremos sobre isso mais à frente no texto.

O perfil conservador está começando a caminhar para a extinção, pois as pessoas não estão interessadas em juntar, juntar, juntar e não ver retornos reais.

Um ponto interessante é que, ao longo de 2019, vimos diversas notícias sobre os saques estarem superando os depósitos na poupança. Por exemplo, essa diferença foi de R$ 247 milhões em outubro do ano passado, segundo o Banco Central.

É claro que muitas das pessoas podem ter resgatado justamente para superar crises, como o próprio desemprego. Mas, também, representa um sinal de substituição de modalidade de investimento.

2. Aniversário

Quando você coloca um dinheiro na poupança, só verá esse montante rendendo no dia de aniversário, no mês seguinte, ou seja, o rendimento não é diário.

Assim, qualquer retirada antes do prazo é sinônimo de perda financeira. É preciso ter paciência e aguardar o momento certo para resgate. Não seria melhor encontrar alternativas com rendimentos diários? Claro!

Então, devo fazer investimento na bolsa?

Como citamos acima a Bolsa de Valores, agora é hora de explicar um pouco esse cenário.

Há quem tenha verdadeiro pânico da bolsa e, por isso, prefere apostar as fichas na categoria dos investimentos de baixo risco. Isso é apenas uma questão de perfil de investidor, isto é, não há certo ou errado.

Mas, mesmo as pessoas que não têm perfil “ousado” entendem que, se a poupança ou o tesouro direto não estão rendendo como gostaríamos, a bolsa é um lugar para buscar melhorar o investimento.

Uma prova disso é que a B3 (como a bolsa é chamada no Brasil) tem conquistado cada vez mais investidores pessoas físicas. Veja só alguns números:

  • 1,536 milhão de investidores PF em outubro de 2019;
  • Alta de 95,0% no ano e de 6,5% naquele mês;
  • Em 2018, o ano fechou com 813 mil desse tipo de investidores.

Os dados da Bolsa são um indicativo dessa mudança de mentalidade no Brasil, em que as pessoas estão dispostas a diversificar e encontrar outras formas de valorização do capital.

Só como nota de comparação, nos Estados Unidos, mais de 50% das pessoas investem na bolsa. Em alguns dos países europeus, a estimativa chega a 30% da população.

Mas dá para eu, mero mortal, arriscar na bolsa?

Não existe uma resposta a ser cravada aqui. Apesar de a bolsa de valores ser uma das principais alternativas de investimento de renda variável, com possíveis retornos elevados, nem todos têm perfil para “jogar esse jogo”.

Na verdade, o importante aqui é avaliar as diversas opções para que você consiga investir seu dinheiro e possa ter ganhos maiores. E, claro, sem que isso cause crises de ansiedade ou qualquer tipo de desconforto na sua saúde – mental e financeira.

4 tipos de investimentos alternativos

Na mentalidade atual, é comum pensarmos no 8 ou 80, não é? Se não é poupança, é possível irmos logo cogitando a bolsa.

Por outro lado, já é possível perceber que muitas pessoas estão largando os extremos e diversificando suas possibilidades. E os investimentos alternativos são tipos de modalidades que assumem maior risco do que a poupança e o tesouro direto, mas oferecem ganhos maiores.

Por que diversificar

A quantia que você tem para investir pode ser distribuída em carteiras diferentes. É assim que você começa a sair do risco de extinção – caso você seja um investidor conservador.

Já falamos da bolsa, então, além das ações, confira alguns dos tipos de investimentos para você ganhar mais em 2020.

1. Fundos imobiliários

Os fundos imobiliários (conhecidos pela sigla FIIs) permitem que pessoas adquiram parte de um imóvel e recebam os rendimentos dele.

É como um condomínio, com investidores unidos que apostam suas fichas em empreendimentos imobiliários como edifícios comerciais, shoppings, hospitais, entre outros.

São alternativas mais rentáveis que os modelos tradicionais e possibilitam baixos investimentos iniciais, sendo, portanto, muito atrativas.

Os fundos podem ser de tijolo e ou de papel. O primeiro é o próprio empreendimento físico, seu desenvolvimento e seu aluguel, como bancos, galpões e instituições de educação.

Já a segunda modalidade pode ser, por exemplo, a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e o Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI).

2. Fundos multimercado

Multimercados consistem em aplicações em mercados diferentes, podendo misturar renda fixa, ações e outras. Portanto, o risco vai de cada investimento, podendo ser bastante agressivo, em alguns casos.

E, naturalmente, como a modalidade proporciona mais flexibilidade na administração, essa mescla possibilita maiores rendimentos.

3. Debêntures

Quem conhece o tesouro direto tem mais facilidade de entender como funcionam as debêntures. Elas são referentes a investimentos de renda fixa que servem de empréstimo para empresas privadas. E, resumidamente, os juros dele são os rendimentos do investidor.

As debêntures têm tipos diferentes, o que é determinante para a modalidade do seu investimento e, consequentemente, dos seus ganhos.

4. Investimento coletivo

Investimento coletivo – também chamado de equity crowdfunding – é um investimento alternativo em que pessoas se juntam para fazer aplicações em determinado projeto ou empreendimento. A modalidade tem chamado a atenção pelos ganhos elevados.

Ao investir, cada pessoa torna-se parte do negócio e, assim, recebe retorno. Alguns dos exemplos que contam bastante com investimento coletivo atualmente são as startups, o próprio mercado imobiliário e de infraestrutura.

Isso porque investe-se na economia real, ou seja, em empreendimentos que terão retorno real para a sociedade, o país como um todo. Além disso, a modalidade requer investimentos baixos, como R$ 1.000 iniciais.

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