4 erros mais comuns das incorporadoras e do setor imobiliário

O mercado imobiliário envolve diversos segmentos e empresas, como as construtoras e as incorporadoras, que ficam responsáveis por tornar cada projeto devidamente oficial e regulamentado. Com tantas partes dentro desse cenário, o setor se destaca pelo dinamismo e pela capacidade de absorver e propor inovações para cada processo.

Isso significa que as atualizações são constantes e, portanto, é fundamental ficar por dentro de tudo está transformando a área. Entretanto, quando operações básicas ainda estão repletas de problemas, é preciso fazer correções estruturais para conseguir se atualizar, não é mesmo?

Em outras palavras, para ser referência e ter autoridade nesse mercado, empresas do setor imobiliário, como as incorporadoras, precisam ter consciência sobre os principais erros que estão cometendo até o momento. É justamente sobre isso que você lerá ao longo deste texto.

Continue a leitura!

O que são as incorporadoras

Antes de começarmos a listar e explicar os principais erros cometidos pelas incorporadoras e outras companhias do setor, é preciso deixar bem claro qual é o papel delas no mercado imobiliário.

Nesse segmento, há diversas entidades e empresas que compõem todo um processo para construir empreendimentos, certo? Por exemplo, temos as construtoras, que são justamente a parte executora das obras e assumem responsabilidades como o projeto de engenharia e de arquitetura, a mão de obra envolvida e a infraestrutura como um todo.

Já as incorporadoras têm uma função mais logística, pois são empresas que tornam projetos reais diante dos órgãos oficiais, além de identificarem o potencial de cada um deles. Por meio da incorporação imobiliária, o empreendimento fica devidamente registrado.

Para explicar um pouco mais, a incorporação é a validação do projeto, isto é, a prova de que ele pode ser executado e comercializado. Isso é o que permite que imóveis possam ser negociados na planta, antes mesmo de existirem, pois o registro torna a operação segura, com os detalhes necessários para todas as partes envolvidas.

Por causa disso, cabe às incorporadoras assumir o importante papel de analisar o terreno, identificar oportunidades de desenvolvimento da região, entre outros fatores relevantes para o prosseguimento da obra e seu retorno.

4 erros mais comuns das incorporadoras

Agora que explicamos a função das empresas responsáveis pela incorporação imobiliária, é hora de partir para a lista sobre os principais erros cometidos por elas.

Esse levantamento tem como objetivo explicar aquilo que pode ser um ponto falho de uma incorporadora. E, caso você que atua na área se identifique com o problema, terá mais conhecimento para corrigi-lo e, então, favorecer processos mais fluidos. Vamos lá!

1. Erro de gestão do custo nas incorporadoras

As incorporadoras assumem riscos elevados associados à execução de determinada construção. Como mencionamos acima, elas têm um papel de análise ampla sobre o empreendimento como um todo, o que inclui, claro, sua viabilidade e lucratividade.

Nesse contexto, é preciso falar sobre a importância da gestão do custo, pois cada projeto envolve uma previsão específica de custo total. Essa projeção tem relação com uma cadeia de fornecedores, como financiadores, investidores, consultorias, escritórios de engenharia e arquitetura, além das próprias construtoras, executoras da obra.

Portanto, previsões erradas sobre o custo total do empreendimento fazem com que as margens de lucro possam cair consideravelmente, algo extremamente prejudicial e arriscada para as partes envolvidas. Dessa forma, é preciso muito estudo e conhecimento de mercado para não cair nesse grande erro de cálculo.

2. Falta de investimento em tecnologia

Logo no início do texto, mencionamos o dinamismo do mercado imobiliário, que envolve consideravelmente os avanços tecnológicos, concorda? Empresas do setor que não reconhecem a importância da tecnologia e de manter tudo que a envolve devidamente atualizado, estão cometendo um erro capital.

O tema é bastante amplo, com frentes múltiplas, certo? Mas vale destacar a relevância tecnológica para situações como:

  • Processos na construção, como a análise de custos e materiais;
  • Agilidade nos processos burocráticos, inclusive aqueles que envolvem o cartório, por exemplo;
  • Vendas e negociações.

A tecnologia permite organização e análises de dados extremamente precisas e rápidas, ao contrário das planilhas atualizadas mão a mão, por exemplo. Vale destacar que negócios podem e devem contar com os avanços da Inteligência Artificial que visam a otimização de diversas etapas.

O mundo exige processos mais ágeis, facilitados e, claro, mais seguros. Softwares e sistemas são justamente o que permitem otimização de processos, com a devida segurança para as operações.

Em processos de vendas, por exemplo, plataformas de CRM permitem foco em possibilidades mais interessantes de fechar negócios. Isso tem muita relação com métricas, isto é, números que mostram caminhos realmente viáveis e vantajosos.

Em outras palavras, ferramentas inteligentes são capazes de identificar melhores oportunidades, permitindo que incorporadoras e construtoras foquem em soluções mais eficientes. Portanto, empresas que as enxergam como gastos elevados, em vez de investimento, acabam prejudicando o próprio negócio.

3. Falta de acompanhamento de métricas

Quando não há análise de dados, toda e qualquer estratégia pode ser considerada manca. Sem conhecimento dos resultados reais, empresas podem escolher caminhos perigosos, em direção a verdadeiras crises.

Ou seja, incorporadoras precisam saber exatamente onde há “buracos”, assim como qual momento reflete em uma oportunidade válida e segura para escalar.

Para fazer isso, é fundamental ter controle total do fluxo de caixa e assumir a responsabilidade financeira, uma vez que crises podem bater à porta. Afinal, nesses contextos, muitas podem ser prevenidas, enquanto outras chegam de surpresa – lembre-se de que uma pandemia foi capaz de “parar” o mundo em pleno 2020. 

Portanto, entender de métricas é primordial para a saúde das empresas que atuam no mercado imobiliário, pois são elas que atestam ações que estão funcionando e as que precisam ser revistas.

Para isso, vale contar com ferramentas de gestão que gerem demonstrativos sobre as operações, custos, entre outras informações relevantes. E, então, somente a partir da análise de resultados é que será possível agir de maneira segura.

4. Falta de capacitação de pessoas

Da mesma forma que é preciso apostar na tecnologia, é essencial investir em pessoas. A capacitação de colaboradores está intimamente ligada à saúde dos negócios. Entender sobre o funcionamento de processos e saber como executá-los com maestria gera resultados, concorda?

Dessa forma, treinamentos precisam existir não apenas na contratação, mas ao longo de toda a carreira. Esses momentos possibilitam maior clareza sobre a empresa, as mudanças, as novidades tecnológicas que farão parte do trabalho, entre muitos outros pontos relevantes.

Aqui, é preciso destacar, ainda, a grande importância da gestão de pessoas, isto é, o papel dos gestores no desenvolvimento dos colaboradores. Afinal, incorporadoras e construtoras têm a ganhar quando existe a cultura de alinhar valores naturalmente com os todos envolvidos.

Consciência sobre atualização e processos

Ao longo desse texto, foi possível reconhecer os principais erros das incorporadoras, construtoras e companhias do mercado imobiliário como um todo. Mas, claro, existem outros equívocos que precisam ser avaliados em cada contexto.

Por exemplo, questões como o relacionamento com investidores, clientes e vários outros fornecedores ligados a cada empreendimento podem merecer atenção diferenciada, em cenários variados. A capacidade de contextualização é fundamental.

De toda forma, um ponto que acaba sendo comum entre os erros é justamente a falta de investimento tecnológico que, de certa forma, desencadeia diversos problemas nos processos. Além disso, não se pode negligenciar o desenvolvimento dos colaboradores, juntamente com essa modernização.

Portanto, a ampla necessidade de atualização precisa ser reconhecida por gestores, uma vez que empresas defasadas acabam perdendo espaço no cenário geral.

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